Páginas

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

A ESCOLHA DOS 12 APÓSTOLOS - PARTE VIII

Pelo testemunho de João Batista, dois dos discípulos de João passaram a seguir Jesus, sendo um deles André.

Os primeiros apóstolos a atenderem o chamado de Jesus foram: André, Simão Pedro, Tiago, João e Filipe. Convidado a ver aquele que havia de vir, Jesus encontra a Natanael (que alguns estudiosos afirmam ser o mesmo Bartolomeu), e a quem Jesus chamou de verdadeiro israelita, em quem não se encontrava dolo.

É certo que além deles, muitos seguiam a Jesus, contudo Jesus escolheu doze para serem seus discípulos, sendo agregado ao grupo dos mais próximos: Tiago Menor, Judas Iscariotes, Judas Tadeu, Mateus, Simão e Tomé.

De acordo com o relato do Evangelho segundo Mateus, Jesus, depois de atravessar o lago de Tiberíades, ao passar por Mateus, que estava a trabalhar na recolha dos impostos, disse-lhe: Segue-me. Mateus, também chamado Levi, atendeu prontamente ao chamado de Jesus e se levantou-se passando a segui-lo. Tornou-se, assim, mais um dos doze apóstolos (Mt 9:9).

MINISTÉRIO

O Sermão da Montanha, Carl Heinrich Bloch, Copenhagen, séc. XIX.

Pode-se listar pelo menos uns duzentos acontecimentos descritos nos quatro evangelhos que descrevem o ministério de Jesus que se inicia após ele ter retornado da tentação de quarenta dias no deserto até a sua morte, perfazendo um lapso temporal de, aproximadamente, três anos e meio. Muitos desses fatos são mencionados por todos os evangelistas enquanto outros apenas por um ou alguns deles, compreendendo milagres, prodígios, ensinamentos, parábolas e diálogos.

Apesar do Evangelho de João, até o verso 43 de seu quarto capítulo, narrar alguns acontecimentos que poderiam ser situados logo após Jesus ter retornado da tentação no deserto, os demais evangelistas começam a narrativa sobre o ministério de Jesus a partir de seu regresso à Galiléia (Mt 4:12-17; Mc 1:14,15; Lc 4:14,15; Jo 4:43-45).

Jesus desenvolveu na Galiléia a maior parte do seu ministério, tendo feito de Cafarnaum uma de suas bases evangelísticas e se deslocando várias vezes a Tiberíades pelo Mar da Galiléia. Mas ele esteve também em cidades de Samaria, na Judéia, sobretudo em Jerusalém ocasiões antes de sua crucificação, e em outros lugares de Israel, chegando a passar brevemente por Tiro e por Sidom, cidades da Fenícia. Todavia, é na humilde província da Galiléia, governada na época pelo tetrarca Herodes Antipas, que são registrados os principais acontecimentos

Em suas pregações, Jesus anunciava o reino de Deus e afirmava ser ele o próprio Filho de Deus. Também afirmava ter o poder de perdoar pecados, o que não foi aceito pelos líderes religiosos judaicos, que conspiraram a sua crucificação.

Segundo a Bíblia, Jesus realizou inúmeros milagres e instruiu a todos em um novo ensino dizendo que o caminho para a vida eterna não era uma trajetória, mas sim uma pessoa (ele mesmo). João 14:6 Tratava os não-judeus com a mesma benevolência que dedicava aos judeus. Muitos dos seus ensinamentos encontram-se no Sermão da Montanha, transcritos em Mateus capítulos 5, 6 e 7.

Os mestres da Galiléia não confiavam em Jesus, porque ele não evitava os pecadores. Também o temiam porque parecia modificar certas práticas estabelecidas. Seus discípulos acreditavam ser Jesus o Messias. Certa vez, quando Jesus lhes perguntou quem pensavam que ele era, Pedro respondeu: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo". Afirmação a qual não foi repreendida, mas elogiada por Jesus como divina revelação.

Nenhum comentário:

Postar um comentário